sábado, 2 de novembro de 2013

Teoria das cores


Cores quentes: amarelo, vermelho, laranja (aproximam)
Cores frias: verde, azul (afastam)
Preto: neutro
Marrom: acabamento
A cor e uma necessidade natural, como a agua e o fogo. É uma matéria prima indispensável a vida. Em toda época de sua existência e da sua historia o homem associa a as suas alegrias, suas acoes, seus prazeres.
A cor na arquitetura tem uma função dinâmica ou estática, decorativa ou destrutiva. Uma parede “nua” é uma superfície morta. Uma parede colorida torna se uma superfície viva.
As flores entram em casa, os objetos mais corriqueiros se cobrem de cor. Vestidos, chapéus, maquiagem, tudo o que comporta uma atenção decorativa num dia inteiro tem como principal interesse a cor.
Como criar um sentimento de espaço, de ruptura dos limites? Pela cor, simplesmente, paredes de cores diferentes.
O volume externo de uma arquitetura, seu peso sensível, sua distancia, podem ser diminuídos ou aumentados segundo as cores adotadas.
Um ponto pode se tornar invisível, sem peso, por uma orquestração colorida.
A cor tem o “poder” de transformar um estilo de vida, por exemplo: uma fabrica moderna. A fabrica antiga era escura e triste, a nova foi luminosa e colorida, transparente. Então, produziu se o seguinte: sem que nenhuma recomendação fosse feita ao pessoal, a aparência externa das operarias e operários se transformou. Eles se tornaram mais limpos mais cuidadosos. Entraram numa vida nova.
O hospital multicolor, a cura pelas cores. Salas repousantes, verdes e azuis, para os nervosos; outras, amarelas e vermelhas, para os deprimidos e anêmicos.
A cor é um meio de acao poderoso, ela cria um espaço novo, as cores avançam ou recuam, do ponto de vista sensorial.
 “a utilização da cor não se restringe ao decorativo nem ao estético. Não é apenas um recurso de uma complicada teoria, mas um fundamento de expressão.”
Toda aparência visual é produzida, em rigor, pela luz. A luz é uma forma nuclear de energia. Sem ela nada seria perceptível.
A luz branca eu solar é formada pela combinação de ondas de diferentes longitudes ou impulsos de varias dimensões, chamada espectro solar. Essas ondas produzem sensações que chamamos de cor denominamos vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul e violeta. Cor é um fenômeno essencialmente subjetivo e individual.
Do ponto de vista físico, para o olho humano, órgão de observação que transmite sua percepção ao cérebro a cor não é um objeto em si, mas o produto de radiações que difunda.
Dentre as cores contidas no espectro solar convencionou se chamar de primarias, puras ou fundamentais as cores que não contem misturas e, que quando combinadas formam as demais. As cores puras são três: vermelho, amarelo e azul. Elas não tem nenhuma relação comum. Não se atraem nem se repetem. As relações passarão a existir somente quando as misturarmos, variando suas proporções, duas a duas.
Quando misturadas em proporções iguais duas a duas, teremos as cores secundarias: alaranjado, verde e violeta.
VERMELHO: associado com amor, paixão, fogo, sexo, movimento, exitacao, ódio, agressão.
AMARELO: associado com a luz, alegria, ouro, traição, covardia, doença, impulsos, intelectual, ciúme.
AZUL: associado com tranquilidade, paz, calma, introversão, frio, espaço, serenidade.
VERMELHO + AMARELO = LARANJA: associado com dinamismo, frutos, extroversão, calor, entusiasmo.
AMARELO + AZUL = VERDE: associado com repouso, natureza, campos, esperança, equilíbrio.
AZUL + VERMELHO = VIOLETA: associado com melancolia, angustia, saudade, místico.
Dependendo da proporção da mistura, teremos diversas graduações de tom de cada cor. Os tons se produzem por mistura de diferentes longitudes de onda.
Tonalidade ou tinta é a cor propriamente dita.
Claridade é a sensação de que uma cor é mais luminosa ou mais escura que a outra.
Saturação ou croma se refere ao grau de pureza de uma cor. Quanto mais semelhante a longitude de ondas que se misturam para formar a cor, mais saturada será esta cor. O grau de saturação obtido varia com o valor de claridade da cor. Nos níveis extremos do referido valor estão o branco e o preto.
Branco, preto, cinza e marrom são as cores chamadas neutras.
PRETO: associado com negação, luto (ocidentais), depressão, medo, introversão.
BRANCO: associado com inocência, paz, delicadeza, pureza.
CINZA: associado com neutralidade, moderação, discrição, humildade.
MARROM: associado com antiguidade, estabilidade, resistência.
Dentre as cores existem algumas que chamamos de quentes e outras de frias.
CORES QUENTES: dão a impressão de elevar a temperatura ambiental, pois são excitantes e agressivas. Como resultado de seu dinamismo as paredes “avançam”. São elas: amarelo, vermelho e laranja.
CORES FRIAS: funcionam como redutores psicológicos da temperatura ambiental, são mais tranquilizantes e estáticas. São elas: azul, verde e
violeta. O azul e o verde também são cores expansivas e proporcionam uma aparência de profundidade.
O emprego da cor em um ambiente não é apenas uma função de suas dimensões, outros fatores devem ser levados em conta:
·       Finalidade do ambiente
·       Dimensões de superfície e altura (pé direito)
·       Luz solar
·       Talvez e mais importante – o tipo, temperamento, personalidade do individuo que vai habita-lo.
A escolha de cores em qualquer ambiente começa pelas paredes, que ocupam uma área aproximada de 2/3 da decoração.
Em qualquer composição de cores sempre se poderá empregar o branco, preto e cinza, os “santos da cor”, que servem como medida de relação a todas as outras e “combinam” com qualquer uma.
Sobre o emprego das cores nos ambientes convem observar que: vermelho, amarelo e preto combinados formam a mais chamativa das combinações.
Vermelho, amarelo, laranja, as cores quentes, adquirem uma expressão maior sobre o preto.
Azul, verde, violeta, as cores frias, assumem seu significado máximo junto ao branco.
Para aumentar a altura de um ambiente, em aparência, pode-se pintar o teto com cor pálida e empregar papel de parede ou revestimento em madeira com traços verticais.
Se houver interesse de uma impressão de largura utilizam se linhas horizontais em tonalidades azuis.
As cores opostas são denominadas complementares, pois se misturadas em quantidades opticamente iguais resultam em cores neutras.
Composição complementar é adequada para ambientes médios.
DIMENSÕES
AMBIENTE
menos de 15m
pequeno
de 15 a 25m
medio
acima de 25m
grande

Devemos nos ater ao fato que quanto mais cores empregarmos em um ambiente, este aparentemente se tornara menor.
A aplicação de cores em ambientes obedece, basicamente a esta sistemática.
Ambiente pequeno: menor ou igual a 15 metros quadrados, é aconselhável o emprego de uma só cor. Esta composição denomina se Monocromatica, uma cor em diversas tonalidades.
Ambientes médios: utilizamos as complementares.
Ambientes grandes: para efeito de harmonia dinâmica, podemos usar três cores.
Como foi dito no começo do texto: cor é um fenômeno essencialmente subjetivo e individual, portanto não esquecer que o projeto de decoração é elaborado para situações especificas e indivíduos ou grupos de pessoas que tem suas próprias características.

                                                 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

FENG SHUI E OS AMBIENTES DA CASA.

Segundo o feng Shui, o espaço em que vivemos tem grande influencia em nosso dia a dia, e em toda a nossa vida, quer seja afectiva, financeira ou profissional. Através do Feng Shui aprendemos soluções simples para saúde, felicidade e prosperidade; aprendemos através de simples objectos a energizar positivamente os ambientes de nossa casa.
A  nossa casa é um prolongamento da nossa vida, portanto seguindo as orientações do  Feng Shui, conseguiremos harmonizar o espaço ; sem esquecer evidentemente que esta harmonização deverá também estar de acordo com o nosso gosto
A SALA
A sala de estar é um local de convívio e, de troca de energias, é onde devemos nos sentir confortáveis. É um lugar onde entra a energia vital, que inunda toda a casa. Segundo o Feng Shui a modéstia cria a felicidade. Uso de cores pasteis, sóbrias, e luz indirecta sugerem aconchego e paz.
Velas aromáticas, plantas e cores vivas em objectos de decoração servem para conduzir a energia para outras divisões. O ambiente deve ter muita luz natural. Os espelhos não podem faltar. Eles servem para filtrar energias e rebater os maus espíritos, coloque um que esteja de frente para a porta de entrada, assim rebaterá as energias negativas de quem chega na sua casa.   
Se for possível, utilize moveis com cantos arredondados, sem pontas. Assim o fluxo de energia transita sem impedimentos.  Flores naturais e cristais, estimulam o  sector espiritual. A sala é o local ideal para se ter um aquário e fontes de agua, que simbolizam riqueza e dinheiro. O elemento água estimula a energia vital, atraindo a abundância material.
Cadeiras ou poltronas, devem ser colocadas em pares e iguais, tornando a vida a dois mais harmoniosa e solidificar o amor. Tudo o que simboliza o céu, a espiritualidade pode ser usado neste sector. Tenha um canto especial para colocar objectos ganhos de amigos queridos, enfeites que lembrem lugares que visitou e sentiu-se bem, ou um canto com um pequeno oratório, conectando o ambiente com a fé.
O Quarto
O quarto é o nosso refúgio e descanso, segundo o Feng Shui, há certas regras que devem ser respeitadas. Evite dormir com a cabeça virada para Norte, pois neste caso dificulta o sono. Deve manter sempre o quarto limpo e arrumado. Deve-se trocar a roupa de cama com frequência, e na entrada do verão higienizar cobertores e mantas. Deve evitar aparelhos electrónicos em excesso, pois estes originam energia negativa. O descanso é obrigatório e aqui tudo deve inspirar amor e tranquilidade. Opte por lençóis de cores suaves, em tons de amarelo claro, azuis clarinhos, e rosas. De preferência a moveis de madeiras claras, evitando o uso de moveis pretos. Tenha um candeeiro de cada lado da cama. Nunca tenha objecto em números impares, procure ter sempre um porta retrato com a foto do casal, de preferência em uma moldura em tons de rosa, que simboliza o amor.
O  quarto sempre será um dos mais importantes da casa. O ambiente deve sempre ser aconchegante, inspirar amor, tranquilidade e sensualidade. Todos os objectos em pares favorecem os relacionamentos. E a cama é o grande destaque e merece atenção especial: a melhor posição é com os pés voltados para a porta, onde se pode ver quem entra.
Deve-se ter cristais que reflictam a luz do sol. O quartzo rosa é um tipo de cristal fácil de ser encontrado e atrai sorte no amor. O feng shui sugere imagens de dois anjos para atrair energias positivas para o relacionamento, também um elefanta simboliza força pra resolução de qualquer problema, imagens de coração e sol  simbolizam união e romantismo.
A Casa de Banho
A casa de banho é muito importante no que diz respeito à aplicação do Feng Shui. Não se deve deixar a tampa da sanita levantada, mantenha sempre fechada, pois mantendo-a fechada evita-se a saida e o escoamento de energias positivas e da prosperidade. Caso a sanita fica frente a porta de entrada da casa de banho, deve-se por acima da mesma um quadro, um espelho, ou uma flor, para que o visitante não olhe directamente para sanita ao adentrar a casa de banho. Este ambiente deve estar sempre limpo, e as tampas dos ralos sempre bem fechadas. É bom usar vasos flores de cores vivas para equilibrar o ambiente.  Um vaso de violeta sobre o lavatório atrai prosperidade.
Coloque um pires com sal grosso atrás da porta, para descarregar as energias e acabar com os desequilíbrios. Usar desinfectante ou essências à base de pinho reduz o stress mental.
A Cozinha
A cozinha é considerada uma área onde gera prosperidade e riqueza. É uma área que está ligada a saúde e a área financeira. Não deve-se manter o lixo proximo ao fogão, não deixar que alimentos se estraguem dentro do frigorifico, e nem acumular lixo e recipientes vazios, isso acumula energia parada e afecta  a prosperidade.
Um  sino de vento na porta da cozinha faz com que as energias positivas se espalhem pela  casa. Tente colocar uma fruteira cheia de frutas, um aquário também traz fartura , tenha um vaso hortelã , sala ou alecrim, pois estas ervas purificam o ambiente. A cor verde na cozinha estimula o lado criativo, podendo estar presente em vasos e arranjos. O amarelo atrai prosperidade e riqueza, dando uma sensação de leveza. No frigorifico coloque imagens positivas de viagens, ou postais.


domingo, 13 de outubro de 2013

A arte do Mosaico

O mosaico está em toda parte. Murais, hall de prédios e até em pequenos objetos. Solte a criatividade e aprenda a fazer um lindo porta-retrato.
Trabalhar com mosaico é, antes de tudo, um exercício constante de criatividade, a começar pelos materiais. Madeira, placas de compensado, pratos de cerâmica e vasos de barro estão entre as bases mais utilizadas.
O mosaico tem como característica a utilização de fragmentos ou cubos de pedras, mármores, cerâmicas, vidros. Por isso, dá para aproveitar até mesmo sobras de azulejos que restaram na reforma de sua casa e criar peças exclusivas. De quebra você ajuda ainda o meio ambiente, transformando o que iria para o lixo em arte
Engana-se quem pensa que o mosaico é novidade. Segundo estudiosos, ele surgiu no Egito no século I a.C., mas existem trabalhos que datam de 3.500 a.C.. Apesar da distância do tempo, o mosaico mantém a mesma técnica desde sua criação. A diferença está na utilização de alguns materiais e, claro, na contemporaneidade dos temas.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

História do mosaico

    Mosaicos são - "composições pictóricas formadas por diminutas pedras multicoloridas de aspecto brilhoso, que se incrustam numa parede".              
     Considerada autêntica "pintura para a eternidade", em face da durabilidade dos seus materiais, o mosaico seria progressivamente abandonado à medida que, principalmente na Itália, os artistas iam desenvolvendo as novas técnicas do buon fresco e do fresco; por volta da segunda metade do Séc. XV o gênero praticamente deixara de ser cultivado.É uma técnica antiqüíssima, que já existia na Mesopotâmia em 3.500 a.C., foi muito praticada na Grécia e em Roma, conheceu sua fase de maior esplendor na Itália e em Bizâncio, depois que Constantino concedeu aos cristãos, liberdade de culto. São admiráveis os conjuntos musivos ainda hoje conservados em Ravena e Istambul (Sécs. V e VI), Monreale, Palermo e Veneza (Séc. XII).
       Os motivos eram geométricos e revelavam inspiração na arte da tapeçaria.     
      Na Macedônia os gregos formavam quadros de   pequenos seixos brancos, pretos e de vários tons de vermelho com cenas de luta e de caça, além de motivos mitológicos. Na antiguidade romana, pavimentos em zonas nobres feitos de mármore ou terracota têm registros na história.
        A partir de 40 a.C. a Itália torna-se o maior centro de produção de mosaicos. Ele era utilizado principalmente em motivos religiosos, revestindo pisos e paredes. Ravena é umas das cidades italianas onde se encontram mosaicos maravilhosos. O mosaico bizantino utiliza muito os tons dourado e prateado e foi utilizado principalmente no revestimento de tetos de igrejas.
             No Brasil o mosaico foi utilizado por Cândido Portinari, Di Cavalcanti e Tomie Ohtake em diversas de suas obras. Ele ainda é utilizado, principalmente na construção civil em imensos painéis, na decoração de piscinas e em pisos e paredes dos mais diversos ambientes.
Painel de Di Cavalcanti
Cada objeto em mosaico é único: o corte de cada pedaço é feito artesanalmente e fica muito difícil repetir as formas utilizadas em um motivo.
            "Enciclopédia dos 500 anos da arte moderna".
O mosaico é uma arte muito antiga, datada de 2500 a .C. Na época da civilização mesopotâmica, os sumérios usavam pequenos fragmentos esmaltados de cerâmica para decorar colunas e paredes. A técnica do mosaico alcançou seu ápice no século V a.C. com as decorações dos assoalhos em Pella, antiga capital da Macedônia. Com a introdução do corte de pedra em fragmentos (tesselas) no século III a.C, o uso dos seixos foi sendo substituído progressivamente.
A origem das tesselas é ainda incerta. Algumas fontes apontam a Sicília como o lugar de origem, enquanto outras citam a Alexandria. Devido a grande expansão urbana ocorrida durante a época do Império Romano, a demanda de assoalhos em mosaico disparou, expandindo seu uso para o interior das construções da época. Reduzindo a gama de cores para apenas duas: preta e branca, a produção do mosaico tornou-se mais fácil e mais barata. Uma técnica difundida em meados do século era o uso de uma tira trançada que, da borda do assoalho, expandia moldando figuras em "emblemas" independentes.
Essa técnica foi popular durante todo o Império Romano, onde cópias de mosaico do mesmo assunto foram encontradas separadamente em lugares distantes.
Além do assoalho, o mosaico foi empregado em outras finalidades, tais como, na decoração de fontes, pequenas colunas e tetos. Marcando assim, o nascimento do musivum do opus durante o último século da República Romana. Esse opus foi usado largamente na decoração de edificações especiais, onde cobria paredes inteiras e pequenas colunas, como na casa de Netuno e Anfitrytis em Ercolano. Mas foi em Ravenna nos séculos V e VI, que pela primeira vez, essa forma de arte alcançou sua expressão mais elevada e independente artisticamente.
Como os mosaicos do assoalho voltaram-se aos mosaicos em paredes e em abóbadas de igrejas, essa expressão artística foi comparada diretamente com a pintura. Essa comparação trouxe a necessidade de se criar uma própria identidade, conduzindo ao estabelecimento de uma consciência nova, buscando uma originalidade artística.
Enquanto por um lado, esses elementos estilísticos marcaram o declínio progressivo das decorações romanas do assoalho, por outro, sancionaram o sucesso impressionante dos mosaicos cristãos das paredes, nos séculos IV e V, porque era um meio perfeito de expressar os conceitos religiosos novos e o espiritualismo de uma forma tangível.
De todos os mosaicos existentes da época, os maiores em paredes datam do período de Constantino, as decorações das paredes e dos tetos com tesselas de vidro ( musivum do opus) embelezam edifícios religiosos cristãos, somente os exemplos raros sobreviveram. A maioria dos estudiosos acredita que a origem dessa técnica ( musivum do opus) , pode ser uma criação típica do gosto e da arte romana.
Em Roma, Nero e seus arquitetos inovaram a extensão dos mosaicos refinados, utilizando-os para cobrir superfícies de paredes e tetos.
Quando as basílicas cristãs começaram a ser construídas, os mosaicos da parede e do teto foram adaptados aos usos cristãos. O grande desenvolvimento de mosaicos cristãos se desencadeou no Império Bizantino incluindo seu posto avançado no Exarchate de Ravenna e de seus territórios na Sicília, e em Veneza.
A arquitetura islâmica seria a próxima herança dessa técnica. Os complexos projetos geométricos usados para decorar edificações no mundo islâmico eram produzidos freqüentemente com mosaicos. O processo é conhecido como o zillij na África do Norte e em qashani mais para o leste. Alguns dos melhores exemplos de mosaico islâmico foram produzidos em Moorish, Espanha, e são ainda vistos no Alhambra. O ofício continuou através dos tempos, e também popular na tradição ortodoxa oriental, e se estendeu pela Rússia, onde Moscou reivindicou suceder Constantinopla como a "terceira Roma".
Ravenna, junto com Roma, Veneza e algumas áreas da Sicília tem um papel importante na arte do mosaico, influenciada profundamente por essa experiência artística durante toda sua história. O fim do século XII viu o emergir de um tipo novo de mosaico chamado Cosmatesco. A decoração era inspirada em motivos árabes e consistia em padrões geométricos muito coloridos, essa realização exigiu um esforço considerável devido a sua execução minuciosa.
Essa técnica emprestou-se a muitas aplicações e foi usada para a decoração de rosetas, coluna e de assoalhos inteiros. O século XIV viu um deslocamento do amor da decoração que tinha caracterizado os séculos precedentes, assim somente os exemplos raros desta arte foram documentados. Com o delle Pietre Dure de Opificio (oficina de pedras duras) em Florença apareceu o Fiorentino ou o tarsia do commesso : trabalhos especiais nas pedras duras, compostas de muitos elementos pequenos que juntos davam forma a uma composição geralmente lisa.
Durante o século XVIII, em um período de declínio geral da expressão artística do mosaico, surgiu uma forma de trabalho pequena e portátil do mosaico ( mosaico minuto ), feito com pequenas tesselas, uma inovação desta arte. A Revolução Industrial, nos meados do século XIX, trouxe o fim das atividades artesanais, dessa forma, somente os mosaicos feitos para o teatro da ópera em Paris despertaram algum interesse na técnica. Os mosaicos foram aplicados no reverso, com colagem no papel.
Esse método, chamado "reverso" ou "indireto", é ainda utilizado. A técnica baixou o custo de execução do mosaico, mas também a qualidade, que certamente não foram comparáveis às maravilhosas paredes dos tempos de Ravenna. A industrialização progressiva dos mosaicos, com o uso crescente de métodos em linha de produção, possibilitou empregar uma força de trabalho menos hábil, assim culminando na deterioração quase total da tradição antiga e gloriosa do mosaico.
Somente no século XX ocorreu um período de agitação cultural, abrindo a experimentação de técnicas artísticas novas, onde o poder expressivo dos mosaicos foi reconhecido. Na virada do século, artistas como: Antoni Gaudì (1852-1926), Gustav Klimt (1862-1918) e Gino Severini (1883-1966) aproximaram-se do mosaico e compreenderam sua verdadeira essência. Klimt, que visitou Ravenna no princípio do século, encontrou nos mosaicos dessa cidade a compreensão da arte Bizantina. Antoni Gaudì, mais do que um arquiteto, empregou o mosaico no interior e exterior de suas construções. Conseguiu efeitos impressionantes em alguns de seus trabalhos, tal como o parque de Guell (1900-1914) em Barcelona.

O trabalho dessas duas personalidades, junto com os do grande Severini, para quem o l'Istituto Statale d'Arte per il mosaico di Ravenna (Instituto da Arte em Mosaico de Ravenna) foi dedicado, resgatou o interesse pela arte do mosaico no século XX


domingo, 25 de agosto de 2013

Mandalas para beneficio do corpo


As mandalas têm habilidade e poder de atuar como condutores de energia de cura física e espiritual.

Olhe a mandala desejada com o corpo relaxado por, pelo menos, 5 minutos e 2 ou 3 vezes por semana. Fixe a energia em seu olho e deixe então que se espalhe por todo o corpo e aura. Pode demorar algumas semanas para que os resultados apareçam visivelmente (a maioria das pessoas sente imediatamente), mas como qualquer outro exercício valioso, a prática é a chave.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Mais no amor de Feng Shui e tema Romance:

A primeira etapa em usar o shui do feng atrair um sócio ou melhorar sua vida do amor é encontrar os pontos do poder do relacionamento em seu repouso. Uma vez que você encontrou estas áreas, as curas e os realces do shui do feng podem ativar estas áreas e aumentar sua sorte do amor.
O shui do “gua do feng ba” é um mapa da energia que divida todo o espaço em oito (“ba”) seções (“guas”), cada qual afetar um aspecto específico da vida. O amor e a união são governados pelo gua de “Kun”. Seus pontos do poder do relacionamento são os guas de Kun de seu repouso, de bedroom, e de outros quartos principais. No shui chinês tradicional do feng, o gua de Kun é o setor do sudoeste (interruptor) do repouso. Os guas secundários de Kun são o setor do interruptor de cada quarto dentro do repouso.
O shui ocidental Contemporary do feng define o gua do ba no relacionamento à entrada. Usando este método, o gua de Kun é a área do repouso ou do quarto que é o mais distante à parte traseira no lado right-hand, quando você está nos revestimentos da entrada no espaço. (Usar sempre a entrada dianteira formal ao repouso quando você usar este método, mesmo se você atravessar dentro e para fora um lado ou uma porta traseira na maioria das vezes.)
Uma razão que muitos povos encontram confundir do shui do feng é que não sabem qual ao método a seguir. Com assim muitos lugares dentro do repouso que pôde ser chamado gua de Kun, onde você coloca seus objetos do shui do feng? Seguir estas etapas para encontrar o mais melhor relacionamento “poder mancha-se” em seu repouso combinando e comparando estes dois métodos.
  1. Usando um compasso, encontrar o quarto ou os quartos que são ficados situados no setor do interruptor de seu repouso. (Se você tiver uma planta de assoalho que indique o norte, você pode usar aquele figurar para fora que o sentido é interruptor) se você não tiver nenhuma maneira de confirmar o interruptor exatamente, uso justo o método da entrada.

    [Você pode também ir pelo sol de ajuste, que estará em um mais ou em menos cara do sentido do westerly (menos em alturas mais do norte e menos no inverno.) o sol de ajuste e estenderá seu braço direito ao lado. Isso é aproximadamente norte. Seu braço esquerdo apontará para o sul, assim que o sudoeste está aproximadamente entre sua esquerda e o sol de ajuste.  - Ed]
  2. Estar em sua entrada dianteira, enfrentando no repouso.
3.    Que quarto ou quartos estão na parte traseira da casa no lado right-hand?
  1. Comparar os quartos que você identificou usando estes dois métodos. Os Stairways, os hallways estreitos, os armários, os banheiros, e os bedrooms ocupados por qualquer um à excepção de yourself devem ser cruzados fora de sua lista. Se você identificar o quarto vivo, jantando o quarto, a cozinha, ou algum outro espaço confortável, agradável, manter aqueles quartos em sua lista.
  2. Seu bedroom pessoal será sempre um lugar bom para o shui romance do feng. Posto lhe sobre sua lista, mesmo se não estiver no interruptor ou na área direito-traseira do repouso. Se seu bedroom estiver no interruptor ou na área direita traseira do repouso, é um ponto muito forte do poder do relacionamento para você.
  3. Encontrar as áreas do relacionamento dentro de você bedroom. Primeiramente, usar seu compasso encontrar a área do interruptor do quarto. Então estar nos revestimentos da entrada no quarto e encontrar o canto distante em seu lado right-hand. Se estas duas áreas sobrepuserem, você identificou um ponto muito poderoso do poder do relacionamento para o realce do shui do feng.
  4. Se estas duas áreas em seu bedroom (interruptor e canto distante-direito) não forem as mesmas, compará-las. Qual é, desordenado mais menos mais brilhante, mais limpo, mais atrativo? Qual tem o potencial para adicionar realces do shui do feng: uma seção da parede onde você poderia pendurar um poster, uma fotografia, ou uma parte moldada de arte -final; o alto de um aparelhador ou uma tabela de bedside, uma cornija de lareira do fireplace, ou um bookcase onde você poderia cancelar pouco espaço em uma prateleira para um figurine romântico ou o outro objeto.
  5. Agora, encontrar as áreas do relacionamento dentro de todos os outros quartos no seu “aprovou” a lista. Primeiramente, usando o compasso, encontrar a área do interruptor do quarto. Estar então na entrada, enfrentando no quarto, e encontrar o canto distante em seu lado right-hand.
  6. Outra vez, comparar suas opções, e procurar limpo, uncluttered, os lugares well-lit, atrativos onde você poderia colocar objetos do shui do feng ou arte -final romântica ou imagery.
  7. Se para o fim deste processo você tiver mais de três opções boas disponíveis a você, continuar a dar prioridade a sua lista. Do “os pontos os mais desejáveis poder” serão:
    1. em seu bedroom
    2. lugares que você vê o mais frequentemente enquanto você atravessa suas atividades diárias do normal
Estes são agora seus pontos do poder da prioridade para o amor e a união. Algumas maneiras fáceis realçar estas áreas estão com:
  • imagery ou arte -final que representam amantes
  • dois cor-de-rosa ou as velas vermelhas ajustaram-se de lado a lado
  • uma caixa heart-shaped vermelha, cor-de-rosa, ou branca
  • dois redondos ou descansos vermelhos ou cor-de-rosa do coração-whaped
  • duas rosas de seda vermelhas em um vaso bonito
  • flores frescas com as flores vermelhas ou cor-de-rosa
  • um cristal faceted cor-de-rosa do shui do feng, pendurado sobre sua cama ou em um ponto do poder
  • imagery ou arte -final dos pares de patos, de pombas, ou de cisnes do mandarin
  • o símbolo chinês para “a felicidade dobro”
  • toda a imagem ou objeta que representar o amor, a união, ou o romance em uma maneira que tenha o meaning pessoal forte para você
Há muito mais ao shui do feng do que pontos ativando do poder, mas estas etapas simples começá-lo-ão fora a um começo bom.
O imagery e os objetos do shui do feng que você coloca em seus pontos do poder ajudam deslocar a energia de seu repouso, e são lembretes visuais de sua intenção encontrar a felicidade com um sócio romântico que seja tudo que você sonhou.






terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cores na decoração significado


Branco - é a presença de todas as cores. Teoricamente, reflete todos os raios luminosos que incidem sobre uma superfície branca. Traz claridade e leveza para um ambiente. Entretanto, um ambiente totalmente branco pode se tornar monótono e hostil, levando à dispersão.
Preto - como é conhecida a ausência de cor e é o que menos reflete luz. O ideal é que ele seja utilizado moderadamente como recurso para realçar outras cores, em detalhes, do que em grandes áreas. Pois este expressa agressividade.
Azul - Serenidade, paciência, amabilidade são favorecidos por esta cor, tranqüilizando os ânimos, entretanto deve-se ter cuidado com esta cor nos tons mais escuros e com ambientes monocromáticos, que levam à introspecção - situação não recomendável para pessoas depressivas.
Verde - representa a esperança e a abundância. É a cor do equilíbrio, estimulando o silêncio e pode ajudar a amenizar o stress.
Vermelho - está associado às emoções, despertando a sexualidade e, eventualmente, desperta a agressividade. Nos ambientes, deve ser usado nos detalhes, como flores, pois o excesso torna-se irritante. Uma simples contemplação de uma superfície vermelha pode acelerar o nosso pulso.
Violeta - ligada à intuição e a espiritualidade, por isso indicado para locais de meditação. Os seus tons claros acalmam e aconchegam, contudo em tons fortes, pode agravar o estado depressivo.
Amarelo - ligado à criatividade, alegre e divertido. Ativa o raciocínio e a comunicação, sendo ideal para usar em escritórios, cantos de estudo e no estar, pois deixa as pessoas mais relaxadas e extrovertidas.
Laranja - atua sobre o sistema digestivo, abrindo o apetite - ideal para sala de refeição. É muito aconchegante, estimula o otimismo e a generosidade.



As energias do Feng Shui


Também conhecido como o vigor do Dragão, é a energia que existe e flui por nosso corpo e por todos os lugares que nos rodeiam, incluindo nossos lares. O Chi flui por nosso corpo através dos meridianos da acupuntura. A medicina chinesa nos diz que a enfermidade surge quando o Chi se estanca ou se acelera em alguma região. Práticas como o Tai Chi e o Chi Kunk cultivam a energia vital para manter nosso corpo com saúde e harmonia.
Tudo o que nos rodeia, plantas, minerais, animais e outros seres humanos, tem Chi. Também cada casa tem um Chi que a caracteriza. Nós podemos "perceber" ou "sentir" o Chi de um lugar inconscientemente, quando nos sentimos bem ou mal em um determinado ambiente sem saber exatamente o motivo.
O Feng Shui estuda como o Chi se espalha por nossa casa através dos quartos e corredores, entrando e saindo por portas e janelas. Quando o Chi flui livremente, as pessoas serão mais positivas e desfrutarão de uma existência harmônica. Se o Chi é detido por algum motivo, surgirão problemas na vida cotidiana ou nas metas e projetos de quem vive no local.
Existem duas formas de Chi: o Sheng Chi, o que alimenta, e o Sha Chi, o que debilita e destrói. O Sheng se move em forma ondular e deve ser estimulado. O Sha se move em linha reta ou se estanca e deve ser corrigido.

Fluxo ou bloqueio do Chi

Na área externa:
* Grandes edifícios construídos muito perto uns dos outros, sem espaço para a luz solar e o vento, o Chi se bloqueia, convertendo-se em Sha.
* Uma árvore ou poste de iluminação bloqueando a porta de entrada de sua casa também produz Sha.
* Uma rua sem saída produzirá Chi na casa que fica ao final.

No interior da casa:
* Um espaço muito carregado de móveis e objetos pesados interrompe o fluxo harmonioso do Chi
* A bagunça e a sujeira configuram Chi estancado em qualquer lugar da casa.
* A porta de entrada alinhada com a porta de saída acelera a velocidade do Chi e impede que ele alimente o resto da casa.
* Um hall muito escuro ou deprimente impede a entrada do Chi. A entrada deve estar iluminada e com objetos bonitos, que dêem uma recepção calorosa e acolhedora.

Para perceber o Chi em um ambiente
Não é necessário ter um sexto sentido para descobrir como é o Chi de um lugar basta perceber o ambiente com os cinco sentidos. Confira, abaixo, algumas dicas de como escolher o local ideal para sua casa.
Quando a terra é fértil e vemos árvores frondosas, grama verde e um jardim que floresce, pode-se ter certeza de que o lugar tem um bom Chi. Já a terra gasta pela erosão, árvores debilitadas ou terrenos áridos são avisos de que o local tem um péssimo Feng Shui. Água limpa e com vida, em movimento, traz bons augúrios. A água estancada ou em corrente muito rápida traz justamente o contrário.
Animais domésticos saudáveis mostram bom Chi, já ratos ou cães fracos e de aspecto feio são indicações de mau augúrio. Também devem ser considerados os fatores humanos. O Feng Shui não recomendaria uma casa que esteja ao lado de um lugar cheio de conflitos ou associado à violência, morte ou dor, como um cemitério, um matadouro, um bordel, uma delegacia de polícia ou uma prisão.
Lugares com bom Chi ficam próximos a parques, praças, jardins de infância, espaços culturais como bibliotecas, casas de cultura ou lugares de medicina alternativa e crescimento pessoal.



terça-feira, 16 de julho de 2013

Meditação

O conceito de Meditação (em sânscrito: bhavana) expressa diferentes tipos de práticas adotadas por tradições religiosas e espirituais. Cada prática foi formada por influências culturais, devido à experiência direta na busca das dimensões mais profundas do ser.


Apesar de estar sempre associada à tradições, a Meditação tem reunido um grande número de adeptos que a incorporam em suas vidas cotidianas, sem necessariamente “converter-se” à religião correspondente, adquirindo então, uma nova função na pós – modernidade:  é considerada uma fonte de redução da ansiedade e do estresse.
Através do pensamento meditativo é possível criar o estado em que podemos desfazer as ilusões egóicas com as quais nos apegamos, como por exemplo, as noções de “sou homem” ou “sou cristão”. Por sua vez, o afastamento destas sobreposições permite ao indivíduo a contemplação direta do seu Ser interior (Deus).
Para o desenvolvimento desta atitude meditativa, o autor Sasaki descreve quatro pontos fundamentais necessários: o silêncio: o qual é dificilmente vivenciado no mundo moderno; a solitude: o treino da arte de permanecer em silêncio; a plena atenção: estar atento ao momento presente; e o respeito: já que a meditação estabelece um encontro com o que há de sagrado em nós.
Na tradição budista, a prática da meditação é uma condição essencial ao caminho da iluminação, tendo assim, um objetivo superior ao simples estado de relaxamento e calma. O seu propósito é encontrar um caminho para a iluminação, pois à medida que somos responsáveis pelos nossos sofrimentos, também o somos por nossa cura.
As três grandes escolas do Budismo possuem técnicas diferentes de meditação, apesar de apresentarem preceitos semelhantes em sua essência.
A escola Theravada ou Hinayana (Pequeno Veículo) apresenta 40 tipos de meditação como absorção (sânscrito dhyana ), contemplação (sãns. samapati) e concentração (sãns. Samadhi ), sendo que o método mais conhecido é a meditação sobre a respiração.  A partir do desenvolvimento da plena atenção sobre a respiração, a mesma é ampliada para todas as atividades da vida, agindo como uma chave para a integração psíquica.
No Budismo Vajrayana (Veículo Diamantino) ou tibetano, utiliza-se meditações para familiarizar a mente concentrada (sãns. chittakagrata ) com um objeto de suporte (sãns. alambana ) de meditação, que pode ser um Buda, um bodhisattva , um mandala , dentre outros.
Existem quatro escolas principais do budismo tibetano: a NyingmaKagyupaSakya e Gelug . Cada uma delas está baseada em eruditos hindus distintos e variações nas formas de instruções .
Na linhagem Kagyupa , a meditação é dividida em duas fases:
Shine (pacificação mental), que visa acalmar gradualmente a agitação interior. Ela pode ser realizada utilizando-se um suporte puro que possui um caráter sagrado (Buda, por exemplo); um suporte impuro (como uma montanha, uma mesa, vela…) ou sem nenhum suporte.
Lhaktong (visão superior) que visa o despertar, desenraizar do apego egocêntrico.

Na escola Mahayana (Grande Veículo), o Zen é o mais conhecido. O Zen (meditação, chan, em chinês) também significa uma técnica de meditação, o desenvolvimento da intuição e determinada forma de arte. Foi fundado na China por Bodhidharma e desenvolveu-se em duas escolas no Japão: Rinzai e Soto . Há duas práticas principais de meditação Zen, ou Zazen (“zen sentado”): concentrar-se em um Koan (enigma) ou o mondo (controvérsia) ou ainda, simplesmente sentar-se com a atenção consciente e sem ajuda exterior (Fadiman & Frager, 1979). O Koan (Kung-na) consiste numa frase ou história paradoxal e que, portanto, não possui uma reposta lógica. O método consiste em tomar uma frase paradoxal e tentar solucioná-la.
Geralmente isso é realizado dentro de um contexto específico, no qual o mestre confere ao discípulo um koan que o leva a meditar pelo restante do dia, semana, mês ou ano. O objetivo é quebrar o discurso lógico para a obtenção de uma resposta intuitiva.
No Zazen o praticante senta-se com o tronco ereto (seja numa almofada, cadeira ou banquinho), as pernas dobradas, olhos abertos e, nesta posição, respira profunda e regularmente fazendo a mente descansar no momento presente. O ponto crucial é o “esvaziamento” da consciência do Eu, abandonando o modo de pensar em termos de contradições entre o eu e o objeto, o vidente e o visto, o ouvinte e ouvido, pensante e pensado, eu e o outro. À medida que se aprofunda na prática, espera-se chegar ao estado de pura consiência (samadhi), também chamado de não-pensar (em japonês: hi-shiryo ). Não deve-se confundir, entretanto, esse estado com a distração, passividade. Pelo contrário, é o estado de profundo engajamento no momento presente, como demonstra a seguinte passagem:
“Certa vez, quando o Grande Mestre Hung-Tao de Yueh-Shan estava sentado (em meditação),
perguntou-lhe um monge:
O que você está pensando, (sentado aí) tão fixamente ?
O mestre respondeu: Estou pensando no não-pensar.
O monge perguntou: Como você pensar no não-pensar ?
O mestre respondeu: Não-pensando”.
Para a tradição Hindu, a prática meditativa compreende uma das fases do sistema do yoga segundo Patãnjali (apud Fadiman & Frager, 1979): yama (preceitos morais), nyamas (prescrições éticas), àsanas (posturas físicas), pranayamas (exercícios respiratórios), pratyáhara (abstração dos sentidos), dháraná (concentração), dhyána (meditação) e samadhi (iluminação).
É possível notar que as raízes das práticas meditativas estão calcadas em tradições religiosas de diferentes culturas. Apesar de não citadas, tradições como o Cristianismo, Judaísmo e Islamismo também possuem métodos específicos de religação do indivíduo aos princípios superiores: Deus, Self, Eu Superior.
Alguns conceitos que, de forma diferente, são atribuídos à meditação pelas diversas tradições:
a) Estado de focalização da consciência em um suporte, que pode ser uma função biológica (cardíaca ou respiratória), no fluxo dos pensamentos, em objetos (um mandala, uma divindade, uma vela, etc.), sons etc. O objetivo deste tipo de meditação é unificar a mente por meio do controle sobre os órgãos sensoriais, principalmente o visual e o auditivo. A concentração (atenção plena) é considerada a base de todas as práticas, pois permite a estabilização mental e o seu consecutivo aprofundamento ;
b) Estado de distensão (relaxamento) físico, emocional e mental. Esse estado também se constitui um suporte básico para as práticas meditativas (alinhamento e estabilização de corpo, fala e mente);
c) Identificação plena com uma qualidade, princípio ou imagem devocional. Relaciona-se às práticas de contemplação ou visualização de divindades (Buda, Jesus…). Tem como objetivo, a emergência dos conteúdos arquetípicos (aspectos divinos) no interior da psiquê. Na tradição budista, os temas que devem ser contemplados são referentes às três Jóias : Sangha, Dharma e Buda;
d) Silêncio mental, onde quase não se registram sensações ou pensamentos. A esse conceito aplica-se a prática do sazen que possui como foco central o esvaziamento da consciência do eu, abandonando o modo de pensar que produz fragmentações entre: sujeito e objeto, ouvinte e ouvido, prazer e dor, etc. Busca-se um estado de pura consciência, também chamado de “não – pensar”
(em japonês: hi – shiryo );
e) Estado reflexivo. Refere-se ao conceito atribuído pela tradição cristã: meditare (pensar sobre). A meditação tem características de uma atividade de reflexão. Com ela, busca-se uma ascese mental através da contemplação dos princípios universais;
A prática contínua da meditação relaciona-se a uma série de qualidades mentais que são desenvolvidas, chamadas “Sete Fatores do Despertar” ( sãns. sapta – bodhyanga ).
O primeiro é equilibrante, trazendo harmonia para os outros seis. Os três seguintes são energizantes, trazendo energia e motivação à mente. Os três últimos são estabilizadores e atuam para o assentamento da mente:

Plena Atenção (em páli – Sati ): consciência do que ocorre a cada momento. Pode estar apoiada sobre o corpo, os sentimentos, os estados mentais ou sobre a natureza fundamental da realidade;
Investigação ( dhammavicâyâ ): surgindo da atenção, representa o interesse alimentado para o aperfeiçoamento e aprofundamento da meditação;
Esforço ( viriya ): surge da investigação e representa a energia bem empregada. Esforço para manter a atenção através da prática (motivação);
Alegria ( pîti ): apesar de atentos, cheios de energia e interessados, devemos conduzirmo- nos com leveza;
Tranqüilidade ( passaddhi ): relacionada ao estado e desconcentração, não identificação e desapegos. É o descanso pacífico sobre corpo e mente;
Concentração ( samâdhi ): o interesse desperta a atenção sobre algo, sendo necessária a existência de um foco (concentração) e energia para sustentá-lo;
Equanimidade ( upekkhâ ): é a capacidade de experienciar de maneira estável, as diferentes situações. É o recebimento das situações agradáveis ou desagradáveis com mais equanimidade.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Filtro dos sonhos passo a passo


Lindo filtro dos sonhos feito com conchas, cipó e cordões.

Você precisa de:
01 Guirlanda de cipó
Lãs ou cordões coloridos
Conchas

Passo a passo:

1 - Com quatro cordões de cores diferentes, faça um nó em uma das pontas. Amarre esses quatro cordões na guirlanda.

2 - Em seguida, enrole os cordões entorno da guirlanda.

3 - Amarre um novo cordão na guirlanda, passe o cordão por fora e puxe por dentro; Repita esse processo até completar a guirlanda.

4 - Na segunda fase da teia, passe o cordão por baixo do primeiro nó e puxe por dentro, assim sucessivamente, até o centro da guirlanda.

5 - Com a ponta restante, puxe para esticar a teia e faça um nó para finalizar.

6 - Amarre os cordões com conchas para decorar.