Desde tempos imemoriais, povos de várias
culturas banham seus
corpos com ervas, flores, madeiras, folhas
e sementes que a Natureza
lhes doou num gesto de amor incomensurável.
Ambas as Naturezas - a humana e a vegetal -
criaram um pacto de amor e
amizade em que um deveria cuidar do outro,
sem permitir lhe faltar
subsistênica e carinho. O homem descobriu
então que, em suas
debilidades, poderia buscar apoio e
regeneração nos irmãos vegetais.
Muito embora a recíproca não seja assim tão
verdadeira.
Numa atitude passiva de entrega, as plantas
se permitem macerar para
extrair delas mesmas as próprias almas, as
próprias essências, a cura e a
regeneração. O resultado de tanta entrega e
amor da Natureza,
a perfumaria metafísica e a Fitoterapia
conhecem há milênios. Num
resgate valioso, nós trazemos neste
capítulo os principais aromas e suas
relações planetárias para uso terapêutico e
ritual, constituindo um passeio
pelo mundo misterioso das almas das
plantas.